sexta-feira, janeiro 19, 2007

na hora do dessespero vale tudo

DJALMÂO

Numa favela, dia de sol, calor infernal. Três homens entram
num barraco pequeno, quente e úmido, arrastando um rapaz magrinho e
franzino pelos braços. La dentro, o Djalmao, um negão enorme, muito suado,
fedendo, cara de enjoado, palito no canto da boca, limpando as unhas com um
facão de cortar coco. Um dos homens diz:

- Dijalmão, o chefe mandou você comer o cu desse cara ai..
Disse que é para ele aprender a não se meter a valente com o pessoal da
favela.

A vitima grita de desespero e implora por perdão. Mas o Djalma
apenas rosna, ignorando os lamentos do homem:

- Pode deixar ele ai no cantinho que eu cuido dele daqui a
pouco.

Quando o pessoal sai o rapaz diz:

- Sr. dijalmão por favor, não faz isso comigo não, me deixa ir
embora, eu não digo pra ninguém que o senhor me deixou ir sem punição...

Dijalmão diz:

- Cala a boca e fica quieto ai!

Cinco minutos depois, chegam mais dois homens arrastando um
outro:

- O chefe mandou você cortar as duas mãos e furar os olhos
desse elemento. É para ele aprender a não tocar no dinheiro do chefe.

Dijalmão com voz grave:

- Deixa ele ai no cantinho que eu ja resolvo.

Pouco depois chegam os mesmos homens, arrastando outro pobre
coitado:

- Dijalmão, o chefe disse que é pra cortar o bilau desse cara
aqui, pra ele aprender a nunca mais se meter com a mulher do chefe. Ah! e
ele falou ainda que é pra você cortar a língua e todos os dedos dele para
não haver mais a possibilidade de ele bolinar nenhuma mulher da favela!

Dijalmão com voz mais grave ainda:

- Ja resolvo isso. Bota ele ali no cantinho junto com os
outros.

O primeiro rapaz entregue aos cuidados do dijalmão diz em voz
baixa:

- Seu Djalma, com todo respeito, só pro senhor não se
confundir... O do cu sou eu, tá ?

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